Queridos leitores, há uns dias li Farenheit 451, do estadunidense Ray Bradbury, publicado originalmente em 1953. E eu não estou sabendo lidar!
Imagine um mundo em que os bombeiros não apagam incêndios, mas que os criam, para apagar os livros, que são terminantemente proibidos (independente do gênero textual). Imagine um mundo em que todo tipo de conhecimento ou pensamento crítico é proibido, criminalizado e reprimido de forma extrema. Imagine um mundo em que: "A escolaridade é abreviada, a disciplina relaxada, as filosofias, as histórias, as línguas são abolidas, gramática e ortografia pouco a pouco negligenciadas, e, por fim, quase totalmente ignoradas. A vida é imediata, o emprego é que conta, o prazer está por toda parte depois do trabalho. Por que aprender alguma coisa além de apertar botões, acionar interruptores, ajustar parafusos e porcas?”
Parece difícil de imaginar, não é? E é exatamente a esse mundo que Ray Bradbury nos leva em suas páginas, ao escrever Farenheit 451, de forma objetiva, angustiante e absurdamente inteligente.
Parece difícil de imaginar, não é? E é exatamente a esse mundo que Ray Bradbury nos leva em suas páginas, ao escrever Farenheit 451, de forma objetiva, angustiante e absurdamente inteligente.
O livro narra a história de Montag, um bombeiro, que ao encontrar Clarisse, uma adolescente que, definitivamente, não segue as leis e vive a questionar os acontecimentos da natureza e o funcionamento do sistema de governo, leva o protagonista a despertar sua própria consciência. Montag passa a duvidar daquilo que ele sempre acreditou ser correto. Ou melhor, do que lhe impuseram como correto. Ele questiona seu próprio casamento, seu trabalho, seu capitão do corpo de bombeiros, seus vizinhos e tudo o que existe. E quanto mais ele questiona, mais próximo da prisão e da morte ele se encontra.
Em meio a citações de livros e de autores mundialmente famosos, Montag se encontra com um antigo professor universitário e juntos criam um plano para sobreviverem no caos dessa sociedade distópica.
Em meio a citações de livros e de autores mundialmente famosos, Montag se encontra com um antigo professor universitário e juntos criam um plano para sobreviverem no caos dessa sociedade distópica.
Esse livro é surpreendente. Escrito de forma bastante clara, sem palavras muito rebuscadas, mas, mesmo assim, é um livro esplêndido. Uma ficção científica que faz crítica a repressão e que possui reviravoltas e fugas de nos tirar o fôlego. Com esse livro é possível perceber quão importante os livros são para a sociedade como um todo. Quando terminei a leitura, pensei: "O mundo precisa ler isso!".
Foram produzidos dois filmes inspirados nessa obra. O primeiro em 1966, dirigido por François Truffaut, com Oskar Werner no papel de Montag. E o segundo, de 2018, exibido pela HBO, com Michael B. Jordan (suspiro) como protagonista.



Faça de HQs tbm, o público wuer
ResponderExcluirObg pela sugestão! Assim que possível irei inserir algumas resenhas de HQs!
ResponderExcluir