quarta-feira, 30 de maio de 2018

Éramos Jovens Na Guerra...

Lançado no Brasil em 2013, fruto de inúmeras e empenhadas pesquisas feitas por Sarah Wallis e Svetlana Palmer, Éramos Jovens Na Guerra foi, sem sombra de dúvida, um dos livros mais intensos que li.
A maioria dos livros sobre a Primeira e a Segunda Guerra nos mostram apenas uma das diversas facetas desses conflitos, seja sob o ponto de vista de um judeu ou de um soldado aliado ou do eixo, mas, Éramos Jovens Na Guerra nos apresenta a guerra sob várias perspectivas diferentes, já que a obra reúne diários e relatos reais de 16 adolescentes que viveram durante a Segunda Guerra Mundial.
Uma garota francesa, um judeu preso num gueto polonês, um soldado nazista e outro britânico, um kamikaze japonês, uma jovem cidadã japonesa, uma russa rebelde, um menino judeu vivendo nos Estados Unidos, uma moça, um rapaz... Histórias de vida de vários jovens, de várias nações que sofreram, mesmo que de forma indireta, os impactos da guerra. Os relatos deles são extremos, intensos e emocionantes, que nos revelam os pensamentos mais profundos de adolescentes fragilizados e torturados (física e mentalmente) e forçadamente amadurecidos pela guerra.
Luta por sobrevivência, condições desumanas, esperança, política, medo, fome, miséria, força, cinismo, coragem, determinação e covardia são os principais temas encontrados nos diários dos 16 jovens.
No livro, entendemos (mesmo que não concordemos) as motivações de várias atitudes bestiais, e bondosas, também.
Muito além do holocausto, do nazismo, dos romances proibidos... Éramos Jovens Na Guerra nos mostra o lado humano dessa fase tão aterrorizante e indescritível enfrentada pela humanidade.

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