Meus caros, acabei de ler a última página de Um Mundo a Parte, da célebre escritora norte-americana, Jodi Picoult, que é autora de My Sister Keeper's, que foi adaptado ao cinema, num filme estrelado por Cameron Diaz, (título traduzido como Uma Prova de Amor). Além de ter vencido o prêmio New England Bookseller de ficção em 2003.
Mundo a Parte foi publicado em 2013 e foi a primeira vez que li um livro da Jodi. Eu só o li porque uma amiga sugeriu que nós deveríamos ler algum livro juntas para podermos "surtarmos" com o enredo. Minha primeira sugestão foi A Lista, de Cecelia Ahern, autora do meu estimado PS Eu Te Amo. Mas, como minha amiga não é muito fã de romances, acabamos escolhendo Um Mundo a Parte, que era realmente a parte para nós. Resumindo, o livro (de mais de 500 páginas) acabou sendo devorado em menos de uma semana, graças a escrita frenética, emocionante e intensa da autora. O livro é narrado ora pelo personagem principal, ora pelos coadjuvantes que são de extrema importância para a história e que acabam se tornando protagonistas também.
Um Mundo a Parte nos faz entender como funciona a mente de um portador de Asperger, contando a história de Jacob Hunt, um jovem de 18 anos que possui Síndrome de Asperger e que vive numa luta constante para encontrar seu lugar na sociedade. Ele é inteligente, irônico e tem mania de organização de objetos em ordem alfabética e pelas cores do arco-íris, odeia quando sua rotina é quebrada e, infelizmente (ou felizmente?) é obcecado por criminologia e ciência forense. Jacob é rodeado de carinho, super proteção e abundante preocupação de sua mãe, Emma Hunt, que foi abandonada pelo marido e cria Jacob e Theo (o caçula revoltado de 15 anos) sozinha, abdicando de toda a sua vida, sua alegria, dinheiro e até mesmo, sua feminilidade, para viver por e pelo Jacob.
A vida normal dessa família é composta por rotinas inquebráveis e regras que podem ser ridículas as nossas vistas, mas que para uma mãe que sofre com crises nervosas diárias do filho, são essenciais.
Mas, tudo muda radicalmente quando a família Hunt se depara com a notícia da morte de Jess Ogilvy, uma jovem alegre e generosa que é a orientadora e melhor amiga de Jacob, responsável por auxiliar o rapaz a interagir com as pessoas em sociedade. Emma, Jacob e Theo, que até então só recebiam visitas de orientadores e psiquiatras, tiveram a intromissão de um detetive e um advogado em suas vidas, quando Jacob se torna o principal suspeito do assassinato de Jess.
A vida normal dessa família é composta por rotinas inquebráveis e regras que podem ser ridículas as nossas vistas, mas que para uma mãe que sofre com crises nervosas diárias do filho, são essenciais.
Mas, tudo muda radicalmente quando a família Hunt se depara com a notícia da morte de Jess Ogilvy, uma jovem alegre e generosa que é a orientadora e melhor amiga de Jacob, responsável por auxiliar o rapaz a interagir com as pessoas em sociedade. Emma, Jacob e Theo, que até então só recebiam visitas de orientadores e psiquiatras, tiveram a intromissão de um detetive e um advogado em suas vidas, quando Jacob se torna o principal suspeito do assassinato de Jess.
O clima de suspense policial é só o pano de fundo que a escritora utiliza para nos levar numa viagem para dentro da mente completamente diferente de Jacob, de uma mãe que ama incondicionalmente e se doa completamente ao filho, de um irmão que sofre as consequências do preconceito que a sociedade mostra àquilo que não é típicamente "normal", de um detetive que não sabe lidar com a sua própria vida e de um advogado que acabara de se formar e já se vê numa "bela" enrascada.
Jodi consegue, com maestria, mesclar os capítulos narrados pelos personagens, fazendo os leitores se emocionarem, se colocarem no lugar do outro, rirem e entenderem o que, de fato, é o Asperger. Eu, por exemplo, não fazia ideia das dificuldades enfrentadas por uma pessoa com essa síndrome.
O livro é comprido, mas, a leitura é envolvente e flui de forma deliciosa e rápida e com palavras de fácil entendimento. Com ritmo de romance policial, pitadas de ciência e um enredo lotado de reviravoltas e situações que nos levam a pensar nas nossas próprias vidas e na maneira como agimos mediante alguém que é portador de alguma necessidade especial.
Eu, envergonhada, confesso que subestimei o livro e a autora. Já estou escolhendo outro livro da Jodi para começar a ler. E tenho certeza que será tão bom ou melhor que Um Mundo a Parte.

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